quinta-feira, 2 de julho de 2009


São muitos os estímulos condicionantes da vida, um sentimento pode mudar as pessoas, o vazio ficar cheio, as mensagens bregas que o velho da esquina vende começarem a ter um significado e mesmo coisas simples como um sorriso, uma lágrima ou uma dilatação nasal passarem a ser importantes. Até um ‘telegrama’ escrito com raiva, com intuito polêmico, é capaz de arrancar um sorriso ao invés de um rosnado, então como não posso beijar o português da padaria, eu beijo o cachorro do casa! E como não posso gritar para o mundo, só ligar para beta, escrevo no blog, por que eu sei que você vai ler! EU TE AMO.

Eu tava triste, tristinho.
Mais sem graça que a top-model magrela na passarela
Eu tava só, sozinho!
Mais solitário que um paulistano
Que um vilão de filme mexicano
Tava mais bôbo que banda de rock
Que um palhaço do circo Vostok...

Mas ontem eu recebi um Telegrama
Era você de Aracaju ou do Alabama dizendo:
Nêgo sinta-se feliz porque no mundo tem alguém que diz:
Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito muito te ama,
Que tanto te ama!
Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o português da padaria.

(...)

Me dê a mão vamos sair
Prá ver o sol!

Telegrama - Zeca Baleiro

quarta-feira, 24 de junho de 2009

2 = 1+1

Ninguém no mundo possui pensamentos, valores ou sentimentos totalmente igualitários, cabe a cada um tentar compreender os dos outros. Concordar ou não já é uma coisa totalmente diferente, quando se constrói uma relação cada um deve estar preparado para os mais variados métodas de conduta da vida, visto que um relação a dois se trata de duas pessoas distintas.
Compreender o alheio é algo muito difícil; mas quando se compreende deve-se deixar de realizar aquilo que se julga importante? Largar uma ótima oportunidade em consideração a isso? Levar tudo nas costas em função da não compreensão do outro lado? É MUITO difícil, pois por mais que se tente fazer a outra parte compreender tal necessidade, ela não aceita seus argumentos, é inflexível e te deixa sem meios, então, como termina? Desistir e sentir-se preso ou seguir adiante carregando a tristeza e raiva alheia? Qual caminho tomar? Qual perspectiva olhar? Não sei, mas não queria uma planta.
Compreender, aceitar e modificar pessoas são atividades árduas que devem ser praticadas diariamente, as quais estou disposta a exercer. E você?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Esperança

Um raio de sol que desce a você.
A luz bate nos cílios e é refletida a toda volta.
Correndo, girando, pulando, caindo, levantando, brincando.
Uma felicidade inigualável, embalada no seu sorriso branco.

As doces maçãs rosadas exalam um cheiro doce.
Um encanto único e insaciável.
O vento leva seu riso como pólen.
Florescendo nos rostos de todos.

A junção de sentimentos positivos será possível.
Se não houver a barreira invisível.
Perdão, meu desagrado causa feridas escondidas sob plástica.
Como o espinho de um ouriço-do-mar que deixa um furo no pé.

A complexidade falta-lhe o respeito, cujo valor você estima.
Mas a razão não a leva para um patamar mais alto.
A vulgaridade está no mesmo nível.
Esqueça o desejo de vingança. Vá ao ambiente esquecido.

Viva emoções sob o céu estrelado e chuvoso.
Aceite palavras adentro do espírito.
Grite! Saia do poço sem cordas.
Permita-me estender-lhe a mão.

Não a compreendo mais.
Afastamo-nos, tomamos formas diferentes.
Mostre-me seus olhos cintilantes novamente.
O fraco e confuso é o mais belo entre os fortes e inteligentes.

A verdade não é explícita, creia no subjetivo.
Sei que é difícil, mas fechar-se não ajuda.
Você, assim como todos; pode.
Acredite e obtenha a felicidade.

Do jeito que só você dança, sorri e enrola o cabelo.
Deixe o sol irradiar sua luz novamente.
Esqueça seus sonhos, viva os nossos.
Não permita a viagem da Paz.



Marcela Saboya
Setembro 2008

sexta-feira, 1 de maio de 2009

waiting

Sabe aquelas horas em que você se sente vazio? Faz as coisas por fazer (não é questão de falta de vontade, você tem vontade de fazer, mas quando faz, o feito é vazio)? Quando você simplesmente existe, e deixa de viver? É bem chato.
Falta algo específico.

É bom sentir o cheiro do ar.

Volta; por favor?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Se você quer me seguir, Não é seguro
Você não quer me trancar, num quarto escuro
Às vezes parece até, Que a gente deu um nó
Hoje eu quero sair só

Você não vai me acertar, À queima-roupa
Vem cá, me deixa fugir, me beija a boca
Às vezes parece até que a gente deu um nó
Hoje eu quero sair só
Não demora eu tô de volta...Tchau!

Vai ver se eu tô lá na esquina, devo estar... Tchau!
Já deu minha hora e eu não posso ficar... Tchau!
A lua me chama, Eu tenho que ir pra rua...Tchau!
A lua me chama, Eu tenho que ir pra rua

Hoje eu quero sair só
Hoje eu quero sair só
Hoje eu quero sair só

Você não vai me acertar, À queima-roupa
Vem cá, me deixa fugir, me beija a boca
Às vezes parece até que a gente deu um nó
Hoje eu quero sair só
Não demora eu tô de volta... Tchau!

Vai ver se eu tô lá na esquina, devo estar... Tchau!
Já deu minha hora e eu não posso ficar... Tchau!
A lua me chama, Eu tenho que ir pra rua... Tchau!
A lua me chama, Eu tenho que ir pra rua... Tchau!

Vai ver se eu tô lá na esquina, devo estar... Tchau!
Já deu minha hora e eu não posso ficar... Tchau!
A lua me chama, Eu tenho que ir pra rua... Tchau!
A lua me chama, chama

Hoje eu quero sair só
Hoje eu quero sair só
Hoje eu quero sair só
Hoje eu quero sair só

Tchau! Tchau! Tchau! Tchau!
A lua me chama, Eu tenho que ir pra rua... Tchau!
A lua me chama, Eu tenho que ir pra rua...

Hoje eu quero sair só
Hoje eu quero sair só
Hoje eu quero sair só
Hoje eu quero sair só
Lenine - Hoje eu quero sair só
Estou mau humorada.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Desabafo

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás se fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir
Chico Buarque - Eu te amo

Simples:

  1. Ainda existe Agape?
  2. Como as pessoas falam de Amor tão facil?
  3. Cade esse jegue?
  4. Que decepção...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Objeto de fascínio

O frescor úmido e gélido tocava todos os pontos do corpo de Isabela, deixando-a com uma temperatura agradável. Embalado em seus braços um menino acanhado, adormecido e com rosto angelical. O corpo abrasado da criança a mantinha aquecida e confortável, tornando possível ignorar as cobertas. Enquanto assimilava toda a face, acariciando-a gentilmente ela inalava o perfume doce do cabelo infantil e ambas as contrações torácicas sincronizaram-se, como uma dança envolvida com o cântico das suaves respirações. Enquanto admirava o belo indivíduo protegido por seu corpo, imaginava seus sonhos. O sorriso presente no jovem rosto demonstrava deleite e prazer, gostaria de poder adentrar a mente e sonhar simultaneamente. Além do quarto branco e aconchegante a rua estava escura, as lâmpadas que deviam clareá-la estavam queimadas, o medo começou a consumi-la. O que faria se alguém viesse machucar o delicado embrulho que segurava? Deitou-o na cama e fechou as cortinas, dessa forma ao menos o sentimento de incapacidade seria afastado. A criança permanecia dormindo adoravelmente, mas ao sentir o toque ameno dos lábios de sua guardiã abriu seus olhos. E que belos olhos, de um tom castanho alaranjado, como as folhas do outono, em conjunto a intensa luminosidade do sol de verão, capazes de encantar qualquer um. Gentilmente questionou Isabela sobre vosso problema; “Nada meu amor. Volte a dormir.”